Jornalistas também pensam


Loucura

 Jornalistas andam juntos, sabem pensar, não sabem contar e são loucos.
 Esta semana no Estadão, um palestrante disse: "Jornalista é uma raça só de gente doida, aqui só tem louco, eu vocês, o Dornellas..."
 Somos malucos sim, e daí? Minha mãe disse que gosta de mim assim.



Escrito por Debby às 12h17
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Jornalistas só andam juntos

 Jornalistas só andam juntos falando mal dos outros...
 Parece o Instituto Butanta

Escrito por Debby às 12h15
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Que a Força esteja com você

 Dedico esta mensagem aos meus amigos Eric, Everton, Alexandre, Evandro, Lucas (meu amor) e meu mestre Luís Mauro(autor da frase):

 "Darth Vader é a pessoa mais mau-humorada que conheço"



Escrito por Debby às 00h35
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Diário de Uma Orquestra VIII

   Dia 12 de outubro de 2006, feriado nacional. Mas não para a Orquestra Sinfônica do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.
   Às 9h da manhã cinco pessoas em frente ao Conservatório reclama que não foram avisados que o concerto fora adiado para mais tarde, exatamente às 15h, e deveríamos estar às 13h para pegar o ônibus a caminho do Parque da Bicicleta, próximo ao Ibirapuera.
   Voltam os cães arrependidos para casa.
 - Não voltarei aqui não, tá tirando? A gente passa mó humilhação aqui e não ganha nada pra isso, vê se acontece isso na Jazz Sinfônica? Não estou aprendendo nada aqui - disse um trompetista
   Silêncio na roda....segundo o maestro: "Esse cara é um bosta"
   Voltando os cães arrependidos, às 13h estavam todos lá, ansiosos esperando o ônibus que a Prefeitura mandará.
   Passam-se as horas, passam-se os minutos e nada de ônibus.
   - Como gostaria de estar em casa.
   - Não acredito que estou aqui, eu ia no cinema.
   - Pior é que não sou paga pra isso.
   - Ah, vamos sentar e falar mal dos outros.
   Até que a última idéia deu certo, mas o assunto acabou, e nisso já eram 14h da tarde.
   - Maestro, o que aconteceu? O que nós estamos esperando?
   - O ônibus da Prefeitura, o cara acabou de me ligar e disse que os dois ônibus que eles mandaram quebrou, eles estão enviando outro pra buscar a gente.
   Num momento de grande tédio, a periferia da orquestra resolve fazer um samba-pagode-funk-reggae com os instrumentos de percussão.
   - Diga onde você vai que eu vou varrendooooo.....
   - Alguém puxa uma letra aí gente!!!
   No salão da orquestra tocava música clássica, MPB. O cantinho era a periferia da orquestra, parecia aqueles churrascos na laje com um monte de bêbados e pagode. Segundo o maestro:"a senzala de Sinhá Moça tá tocando aqui".
   Às 15h30min chega os tais ônibus da Prefeitura, acho que vieram o Quênia. O grupo embarca rapidamente, afinal, estávamos lá desde as 13h.
   - Onde está o violoncelo do conservatório?
   - Tá aqui neste ônibus, eu vi.
   - Tá aí o violoncelo do conservatório?
   Silêncio.....ninguém respondeu. Com certeza a mesma pergunta foi feita no segundo ônibus com a mesma resposta.
   Sobre o maestro no bus e pergunta:
   - Cadê a p* do violoncelo do conservatório???
   - Tá aquiiiii!!!
   - Então porque não respondeu quando eu perugntei p*?
   Finalmente a OSCDMSP vai feliz para a sua apresentação. De repente o piloto diz:
   - O segundo ônibus sumiu, vamos esperar.
   - Mas o motorista não sabe chegar lá sozinho? - perguntou o maestro.
   - Sabe, mas temos que chegar juntos.
   Notícia: o segundo ônibus também quebrou. A outra metade da orquestra estava lá dentro. Pensou-se em voltar para pegá-los, mas não tinha retorno. Pensou-se em mandá-los a pé até nos alcançarem, pensou-se até em transportá-los por telecinese,ou pela força, mas a Força estava muito abalada naquele momento.
   A Prefeitura enviou outro transporte, este chegou muito rápido, até ficamos impressionados!
   Ao chegar no Parque da Bicicleta, o nosso público - as crianças - estavam indo embora.
   No palco era um metro quadrado para cada dois músicos. percebi que há um garoto querendo dar golpe de estado na spalla do II violino (te cuida Amanda).
   A fome era tamanha que os componentes nem repararam no palco e rumaram direto para os lanches, comiam como condenados, parecia que eles vieram do Quênia e não o ônibus. Lanchinho bom, barra de cereais, pão, suco, maçã. Dava até orgulho.
   O concerto foi...ah...foi...ouvível (se é que essa palavra existe). O solo de trompa não houve, pois não havia trompa, o Trenzinho Caipira quase descarrilhou e o maestro fez uma piadinha que ninguém riu.
   Ao final, o maestro diz para a orquestra:
   - Gente, desculpa, não foi culpa minha isso tudo ter acontecido, muito obrigado por virem.Temos concerto sábado no Mosteiro da Luz, lá dará tudo certo.
   Tudo isso porque eu vi o dirigível um dia antes....



Escrito por Debby às 14h46
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