E eu vos declaro...
Todo casamento é igual, quer ver? Nos primeiros bancos sentam-se as crianças que apontam o tempo todo para todos os lugares e olham contemplando e espantadas as pessoas que entram, principalmente a noiva. As mães e avós choram, choram e choram borrando toda a maquiagem vendo seu filho ou filha indo embora de sua casa. Na maioria há padrinhos com ternos de cores berrantes, destoando do resto do grupo, como roxo, verde limão e rosa. Esse grupo é o que mais sofre, pois fica o tempo todo em pé, alguns até fingem que prestam atenção no que está sendo dito, outros, geralmente as mulheres, ficam sorrindo o tempo todo. Seus vestidos brilhantes e colados e os cabelos amarrados para cima. Tem o casal de crianças que leva as alianças. O casamento é às 19h, eles já estão prontos às 14h, impecáveis, mal se mexem e os pobres ficam em pé até o momento em que entram dando sorrisinhos para a igreja, sinagoga, mesquita, sítio inteiro. Além dos passos de fadas que são ensinados a fazer. Não podemos nos esquecer dos bebês que choram o tempo todo, devem ser programados para chorar apenas durante a celebração, pois quando acaba, as lágrimas cessam e eles voltam a sorrir. Existe a pessoa (normalmente uma mulher) que está ali como contra-regras, arruma as crianças, abre e fecha a porta, arruma o vestido da noiva que embolou, pega o buquê para a colocação de alianças. Além de ficar andando na sua frente o tempo todo. A microfonia então, nem se fala (isso não é para a equipe de sonotécnica da IBB, pois lá os caras são altamente profissionais) o pastor, padre, rabino está falando e o som:estamos aqui..... ihhhhhhhhhhhhhh.......com nossos...........ihhhhhhhhhhh. Há também os adolescentes que fazem questão de dizer que estão ali por obrigação. Entram e saem com cara de enterro e suas roupas esporte. Se tiver um emo, irá com aquelas roupinhas da hooooraaa (se é que me entendem) e chorarão durante todo o acontecimento.
Escrito por Debby às 21h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|