Brasil Fiction - Tempos de violência
Essa semana foi pesada. Na quinta-feira, se amassasse os jornais, sairia sangue. E olha que nem era o NotÃcias Populares.
Certos rapazes estavam num carro, viram uma mulher no ponto, desceram do carro e bateram na certa mulher. Achavam que era uma "vagabunda" (leia-se prostituta). E se fosse mesmo uma prostituta? Elas podem apanhar por causa de nada? Onde está o pessoal dos direitos humanos nessas horas? Talvez protegendo algum preso.
Falando em preso, o pai de um dos garotos espancadores falou que eles não mereciam ir para a cadeia, pois estudam e trabalham e não merecem se envolver com os presos que não têm isso. Então, todos aqueles que não estudam ou trabalham tem que ser presos? E mais, só porque eles estão no curso superior não podem ir para a cadeia? Para bater em mulheres não tiveram medo, agora vão pagar não apenas na carceiragem (se continuarem detidos) mas com seus companheiros de cela.
No Rio de Janeiro a PolÃcia Militar realizou mega operação no Complexo do Alemão. Foi bala para tudo quanto é lado, correria, sangue, muito sangue, choro, desespero e resultados.
Alguns dizem que morreram alguns inocentes, os militares dizem que tudo ocorreu bem, os jornais internacionais abordaram os jogos panamericanos como causa para isso.
Foi um ato quase cinematográfico, até comecei a respeitar a polÃcia do Rio.
Um professor foi assassinado na frente de 150 alunos numa quadra de esportes de uma escola do Paraná. De acordo com as investigações, parece que o crime foi cometido por ciúme. Achavam que o professor tinha um caso com a diretoria da escola. Então o namorado que se achava traÃdo foi tirar a história a limpo, com uma arma.
Uma professora apanhou de um aluno em pleno corredor da escola (!!).
Outra professora teveo dedo decepado por um aluno. DIzem que o menino passava por transtornos psicológicos (e da�).
Me senti num filme do Tarantino.
Escrito por Debby às 23h10
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