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A mosca na velha e a velha a fiar
Realmente essa semana foi nostálgica. Meu irmão assistia Ra-tim-bum na sala e me chamou: - Débora, vem ver! Quando ouvi a música, fiquei estática e maravilhada:
Tava a velha no seu lugar, veio a mosca lhe fazer mal A mosca na velha, a velha a fiar
Tava a mosca no seu lugar, veio a aranha lhe fazer mal A aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava a aranha no seu lugar, veio o rato lhe fazer mal O rato na aranha, a aranha na mosca, A mosca na velha, a velha a fiar
Tava o rato no seu lugar, veio o gato lhe fazer mal O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, A mosca na velha, a velha a fiar
Tava o gato no seu lugar, veio o cachorro lhe fazer mal O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha A aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava o cachorro no seu lugar, veio o pau lhe fazer mal O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava o pau no seu lugar, veio o fogo lhe fazer mal O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava o fogo no seu lugar, veio a água lhe fazer mal A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca A mosca na velha, a velha a fiar
Tava a água no seu lugar, veio o boi lhe fazer mal O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha A aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava o boi no seu lugar, veio o homem lhe fazer mal O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava o homem no seu lugar, veio a mulher lhe fazer mal A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Tava a mulher no seu lugar, veio a morte lhe fazer mal A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água A água no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha, a velha a fiar
Foi lindo!
Também me lembro que era um desafio entre eu e meus amigos para cantar a música toda, sem erra e fazendo os gestos.
Escrito por Debby às 22h09
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Quando brincava de trabalhar
Ontem, a filha de minha supervisora de estágios estava na nossa assessoria de imprensa, ela tem 5 anos.
- Semana nostálgica -
Me lembrei de quando passava no trabalho do meu pai para pegar o ônibus escolar. Percebi que nada mudou, os pais e os filhos são diferentes, mas os papos são sempre os mesmos.
- Essa é a sua filha?? Nossa, é a sua cara!
Apertam a criança, chamam para todos os lugares, fazem perguntas do tipo:
- Sabia que seu pai trabalha aqui?
Há uns meses visitei o meu pai. E vieram outras frases:
- Nossa, como você cresceu! Te conheci pequenininha!
E outras que nunca morrem:
- Essa é a sua filha? Nossa, é a sua cara!
Me lembro como era legal ir trabalhar com meus pais. Brincar nas máquinas de escrever e ser desafiada a datilografar o meu nome inteiro em menor tempo (sim, foi na época das máquinas de escrever), brincar com carbono, ganhar docinhos, almoçar fora... bons tempos.
É, tive que crescer e ter meu próprio trabalho e preocupações. Mas de qualquer modo, é legal!
Escrito por Debby às 10h54
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Eles crescem tão rápido
Sexta-feira houve o recital dos alunos da escola de música da Igreja Batista em Brasilândia (minha igreja querida).
Senti o nervoso dos poucos alunos que se apresentaram. Aquela expectativa, "será que tem alguém melhor que eu aqui?", ou pior, "será que eu vou errar?".
Me lembro da minha infância, minha primeira apresentação ao violino foi em 1993, eu tinha 7 anos. Toquei a música Laranjada Doce, uma das mil variações de Brilha, Brilha, Estrelinha. Na época, eu não sabia disso. Eu era a única aluna de violino, e a antiga direção, sempre premiava os melhores alunos da escola com uma medalha (que não era de honra ao mérito). Eu ganhei um super saco de doces de minha professora, me realizei!!
Com o passar dos anos, estudei piano e voltei para o violino. As lutas psicológicas são sempre iguais, tanto da parte dos alunos, quanto dos professores.
Eu fico ansiosa pelos meus padawans, junto com um certo orgulho quando eles terminam de executar suas peças tão estudadas e trabalhadas durante as aulas.
O estranho é que os apresentadores sempre saem com um certo espírito de derrota. Dizem, "toquei muito mal, errei aquele trecho, e outro, desafinei no final". Mesmo ouvindo de seus mestres que a obra foi bem tocada (se não foi, eu digo), parece não surtir nenhum efeito.
Isso, de certo modo, é bom, porque sempre é buscado algo a mais, superar as próprias expectativas. Sempre há como fazer melhor, o difícil é saber como.
Sim, a música pode despertar o espírito crítico, assim como humanas e exatas. Estou crescendo.
Escrito por Debby às 14h48
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